BLOG CASTRO MAGALHÃES

Editor: Carlos HB de Castro Magalhães (MTb 0044864/RJ)

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“Um uso ainda mais amplo da palavra misticismo tem sido em certa extensão adotado. Qualquer sitema, quer em filosofia quer em religião, que imprime mais importância às emoções do que ao intelecto é chamado místico. Cousin e Morell, depois dele, arranjam os sistemas de filosofia sob os tópicos de sensacionalismo, idealismo, ceticismo e misticismo. O primeiro faz dos sentidos a fonte exclusiva ou predominante de nosso conhecimento; o segundo, o ego, em sua constituição e leis, como entendido e apreendido pelo intelecto; e o misticismo, as emoções. O mistico pressupõe que os sentidos e a razão são igualmente sem valor e inadequados como fontes de conhecimento; que nada pode ser recebido confiantemente como verdade, pelo menos nas áreas mais elevadas do conhecimento, em tudo o que se relaciona com nossa própria  natureza, com Deus e nossa relação com ele, exceto o que é revelado ou naturalmente ou supernaturalmente nas emoções. Há, portanto, duas formas de misticismo: uma que admite que as próprias emoções sejam as fontes desse conhecimento; a outra, que é através  das emoções que Deus torna conhecida a verdade da alma (Cours de l´Historie de la Philosophie, de Cousin, e History of  Modern Philosophy, de Morell, p. 556 ss.).”A razão não é mais vista como o grande órgão da verdade; suas decisões são estampadas como incertas, falhas e quase sem valor, enquanto  os impulsos interiores de nossa sensibilidade, desenvolvendo-se  na forma de fé ou de inspiração, são defendidos como a verddeira e infalível fonte de conhecimento humano. O processo fundamental, pois, de todo o misticismo é reverter a verdadeira ordem da natureza e dar precedência  ao emocional em vez de ao elemento intelectual da mente humana” (Morell, p. 560). Isso é declarado como “a base comum de todo misticismo”. (Charles Hodge, Teologia Sistemática, Editora Hagnos, Sp, 2.001, páginas 48/49).

O texto acima nos estimula reflexões sobre o seguinte: a congruência entre o misticismo e a sociedade de consumo,  guarnecedora das técnicas de manipulação das emoções para fins mercadológicos; o mau misticismo das igrejas evangélicas como porta de entrada do gnosticismo; a escalada de uma didática das afeições como forma de transmissão de conhecimento nas escolas e as possibilidade de reversão da ordem da natureza e contradição aos princípios cristãos.


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