1. As atenções se voltam para o Congresso Nacional, quer na mídia nacional quer na mídia estrangeira. A Nova Sociedade tem a percepção que o Congresso trabalha por medo. A Velha Política busca desviar o foco do Executivo e ao mesmo tempo aliviar a pressão mediante a votação de demandas reprimidas.
2. Como previsto, a Velha Politica – mediante as estruturas político ideológicas dos movimentos sociais – lança a sua contraofensiva: manifestação hoje no Rio de Janeiro, por tarifa zero teve presença maior delas. Em Brasília a UNE promoveu uma manifestação em frente do Congresso Nacional. Por sinal, reproduzindo as práticas da Velha Política, a UNE tenta melhorar a sua imagem alterando seu nome para UNEBRAS, tal qual o PFL mudou seu nome para DEM.
3. As manifestações prosseguem, com grupos menores em geral, e grupos maiores nos locais de evento da Copa das Confederações. Em Fortaleza as manifestações ganharam destaque na imprensa internacional e foram registrados confrontos.
4. A sociedade busca de algum modo manter a sua rotina. Empiricamente, há registro de perturbação na rotina de negócios: consumidores e negociantes que temem se deslocar a lugares mais distantes e com registros ou possibilidade de manifestações. Há noticias de adiamento de audiências judiciais e não comparecimento de partes às mesmas. Reuniões de negócios são desmarcadas.
5. A possibilidade de instabilidade politico-institucional e a desobediência civil decorrente da declaração de anomia devem ter aumentado a demanda por drogas ansiolíticas e serviços de saúde mental, segurança patrimonial e securitários.
6. O ciclo de desobediência civil prossegue, mas sinais de que pode ceder aparecem com a prisão do deputado federal Natan Donatan, conforme o esquema constante no último item da nota 5, de que a anomia se resolverá por uma solução de cima para baixo, e não por repressão na base da pirâmide.

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