BLOG CASTRO MAGALHÃES

Editor: Carlos HB de Castro Magalhães (MTb 0044864/RJ)

Religião, Direito, Política, Cultura Pop e Sociedade

Editor: Carlos HB de Castro Magalhães, Registro Jornalista MTb 0044864/RJ

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1. O encerramento da Copa das Confederações retira um dos eixos das manifestações: os eventos a ela relacionados. Contudo, prosseguem manifestações, menos densas, de categorias específicas ou não. Hoje caminhoneiros bloquearam estradas importantes em dez Estados da Federação, por exemplo.  Além disso, registram-se manifestações menores, mas contínuas e mais frequentes. Como previsto nas notas anteriores, as manifestações prosseguirão, sempre variando em relação à densidade e/ou intensidade. 

2. Uma percepção – empírica ainda – é de que os pré-requisitos de um alargamento da desobediência civil se consolidam.  A manifestação de domingo, no final da Copa das Confederações, na região do Estádio do Maracanã, é também um indicativo. Por um lado, ativistas dotados de um elevado quociente de frustração pessoal a despejar sua revolta sobre o que é socialmente estável; por outro, componentes da própria sociedade estável cada vez adesivos ao discurso de que “se não quebrar alguma coisa” ou “se não houver alguma violência” a classe política não sente medo e não faz nada. É um dado ainda empírico, mas colhido pelo editor desse blog em conversas com um psicólogo, um funcionário público da área de saúde e um professor do ensino médio, em um período de duas semanas. 

3. A Velha Política  lança sua contraofensiva: o plebiscito, que não se sabe se correrá  lento ou em toque de caixa; o encontro da presidente Roussef com lideranças ditas populares; a aprovação de projetos de lei. Seria isso suficiente? Não parece. Os debates nas redes sociais prosseguem, de lado a lado do espectro político. O IPCA-15 – índice que mede a inflação – ficou acima da meta do governo – e a inflação atingirá a classe mais baixa primeiro. Essa mesma classe baixa também se manifestará assim que for alcançada pela percepção de que Lula abandonou Dilma.  Tal abandono, na ética dos mais humildes, pode ser muito mal vista. 

4. Os índices de popularidade de todas as lideranças políticas despencaram.  O que eles teriam a fazer? Já que todos despencam – e despencam mesmo – podem escolher despencar esvaziando os cofres públicos com medidas populistas ou despencar mantendo algum rigor fiscal e orçamentário, com contas mais equilibradas. As medidas populistas não parecem surtir efeito. 

5. Com isto, as tendências parecem ser:  um isolamento da presidente Roussef, com possibilidades de impeachment ou renúncia; um alargamento da desobediência civil, que num surto pode atingir fisicamente as instituições, com depredação de prédios públicos e linchamento de políticos; uma criminalização de certas liberdades civis. E, em um azar institucional, a realização do plebiscito a toque de caixa pode lançar o país em aventuras desconhecidas.  

6. O comércio continuará a sofrer danos:  medo de investimentos em meio à instabilidade social; e os consumidores podem ficar vexados de realizar suas compras em ambiente assim, tanto por insegurança pública, como por incerteza quanto ao processo inflacionário, como também pela presunção da alienação, segundo muitos, que é consumir em meio a uma crise política dessas proporções.


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