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Editor: Carlos HB de Castro Magalhães (MTb 0044864/RJ)

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O livro “O Custo do Discipulado” de Jonas Madureira trata da Doutrina da Imitação de Cristo, que é o ensinamento bíblico de imitar o ato-síntese de Cristo em sua auto crucificação. Ao discorrer sobre as dificuldades do cristão em imitar Jesus, o autor trata da incompreensão do que é discipulado, corrigindo-nos o entendimento do seu sentido bem como demonstra como a ideia tão atual de autenticidade (ser autêntico) é incoerente em si e com a vida cristã – logo, verdadeira inimiga da imitação de Cristo.

Jonas Madureira faz um comparativo entre textos das Confissões de Agostinho de Hipona e Jean Jacques Rousseau; ao citar a passagem do livro deste último, reproduz uma que se encerra com a seguinte frase: “Soe quando quiser a trombeta do juízo final: virei, com este livro nas mãos, comparecer diante do soberano Juiz. Direi altivo: “Eis o que fiz, o que pensei, o que fui”“.

Em suma, podemos dizer que para a pessoa de hoje autêntico é ser original e diferente. Como diz Jonas Madureira no livro, o autêntico é “alguém que tem seu caráter forjado por pessoas a quem admira, mas esconde essa admiração sob a prerrogativa de que é uma pessoa absolutamente original, ou seja, que não imita nem toma alguém como padrão para viver“. É uma postura bem suspeita de trapaça intelectual; mas generalizadamente aceita em homenagem à ideia de autonomia e originalidade – inclusive diversidade, conceito tão em voga. Neste sentido, autonomia, originalidade e diversidade se fundariam em um ocultamento dos modelos moldadores e formadores da personalidade.

A autenticidade, originalidade e diversidade podem fundar-se – mais do que na ideia de ocultamento dos modelos inspiradores – em uma inconsciência destes. Num caso teríamos a mentira e no outro a ignorância; no fim das contas, nos dois casos teríamos mentira. Negada a influência da(s) personalidade(s) inspiradora(s) de condutas e desejos, o “autêntico” crê que deseja algo e se comporta de certa maneira por sua originalidade, quando na verdade não é assim que sucede. O cristão, contudo, sabe a quem imita (ou deveria saber), sabe quem media seus desejos e comportamentos (a doutrina dos apóstolos que andaram com Cristo – isso está sintetizado quando Paulo diz “sejam meus imitadores como eu sou de Cristo), e, por isso, não pode adotar em sua vida o paradigma de autenticidade – isto é, de autonomia, diversidade e originalidade.

O cristão não é autônomo – traz cativo todo seu pensamento a Cristo; não é diverso, ou diferente – ele tem um selo e uma comunhão com outros crentes, sejam ricos ou pobres, servos ou livres, judeus ou gentios; e ele não é original – tudo nele é uma cópia de Cristo, ele é um pequeno Cristo.

Recomendo o livro como muito instrutivo para nossa edificação na caminhada cristã; ele nos ensina a compreender melhor o discipulado e nos retifica padrões mundanos que ainda guardamos em nossa perspectiva de vida ainda não santificada. É, nisso, um bom material devocional para destruir fortalezas que a presente Era ainda tem em nossas cabeças.


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