BLOG CASTRO MAGALHÃES

Editor: Carlos HB de Castro Magalhães (MTb 0044864/RJ)

Religião, Direito, Política, Cultura Pop e Sociedade

Editor: Carlos HB de Castro Magalhães, Registro Jornalista MTb 0044864/RJ

Assine o Blog e receba sempre nossas atualizações

Por Carlos Magalhães
12 de setembro de 2025

STF condena Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Mídia mainstream, como Globo, Folha e UOL, celebra decisão, mas ignora ilegalidades processuais apontadas por Luiz Fux, como nulidade por falta de foro privilegiado. Financiamento estatal e viés ideológico progressista reforçam cobertura enviesada, silenciando críticas ao ativismo judicial.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na Primeira Turma para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes relacionados à suposta trama golpista após as eleições de 2022. A decisão, tomada por 4 votos a 1, marcou um momento inédito na história republicana brasileira, com penas que incluem regime fechado e indenização solidária de R$ 30 milhões pelos danos causados nos atos de 8 de janeiro de 2023. No entanto, enquanto a mídia mainstream celebra o veredicto como um “triunfo da democracia”, uma análise crítica revela uma cobertura enviesada, que ignora flagrantes ilegalidades e inconstitucionalidades no processo – especialmente no voto divergente do ministro Luiz Fux – e reflete o alinhamento ideológico progressista desses veículos, financiados generosamente pelo governo federal.

As Principais Manchetes da Mídia Mainstream: Foco na Condenação, Silêncio nas Falhas Processuais

A repercussão nas grandes redações foi unânime em destacar a condenação como histórica e necessária, com pouca ou nenhuma menção crítica às irregularidades apontadas durante o julgamento. O G1, portal do Grupo Globo, publicou: “Bolsonaro preso? Ex-presidente é condenado no STF a 27 anos e 3 meses de prisão; o julgamento minuto a minuto”, enfatizando os votos favoráveis de Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, enquanto minimizava o voto de Fux como uma “surpresa” isolada. A Folha de S.Paulo, em “STF condena Bolsonaro a 27 anos: veja a repercussão na imprensa internacional”, focou na “decisão inédita” e na “queda dramática” do ex-presidente, citando veículos estrangeiros como The New York Times e The Guardian para reforçar a narrativa de um “teste para a democracia brasileira”.

O UOL, controlado pelo Grupo Folha, optou por “STF condena Bolsonaro a pena de 27 anos e 3 meses por trama golpista”, destacando que a pena pode ultrapassar 40 anos em regime fechado e ignorando completamente as preliminares de nulidade do processo. Já o Estadão, em “Julgamento de Bolsonaro: Fux vota pela absolvição do ex-presidente”, mencionou o voto de Fux, mas enquadrou-o como uma divergência minoritária, sem explorar suas implicações constitucionais. A CNN Brasil, em “Fux vota para anular julgamento de Bolsonaro no STF; o que acontece agora?”, tratou o tema como uma “possível anulação futura”, mas priorizou a expectativa de condenação, com analistas prevendo “décadas de prisão”.

Essas manchetes, veiculadas em 11 de setembro de 2025, formam um coro de aprovação à decisão do STF, com ênfase em termos como “conspiração golpista” e “ameaça à democracia”. No entanto, ausente nessas reportagens está qualquer análise aprofundada das ilegalidades processuais, como o cerceamento de defesa e a incompetência do STF para julgar ex-autoridades sem foro privilegiado – pontos centrais no voto de Fux.

Crítica à Parcialidade: Alinhamento Ideológico e Financiamento Governamental

A cobertura uníssona não é coincidência: reflete o viés ideológico progressista (centro-esquerda) predominante na mídia brasileira mainstream, conforme estudos como o “Perfil do Jornalista Brasileiro 2021”, que revela que 80% dos profissionais se identificam com a esquerda. Veículos como Globo, Folha, UOL, Estadão e CNN Brasil são consistentemente criticados por priorizar pautas liberais nos costumes e coletivistas na economia, alinhando-se ao establishment petista. Por exemplo, a Folha é vista como “cínica e hipócrita” por posar de imparcial enquanto ataca conservadores, segundo leitores em debates públicos no X. O Estadão, apesar de mais conservador economicamente, adota tom progressista em questões sociais, enquanto a CNN Brasil, apesar de prometer neutralidade em 2019, é acusada de inclinação à esquerda em coberturas políticas.

Esse alinhamento é agravado pelo financiamento substancial do governo federal via publicidade estatal. Dados da Secretaria de Comunicação Social (Secom) mostram que, em 2024, o Grupo Globo recebeu R$ 126 milhões em verbas publicitárias, com o Jornal Nacional sozinho faturando R$ 24 milhões apenas em 2023. A Folha obteve R$ 607,3 mil em 2024, após zero anúncios nos anos Bolsonaro (2020-2022), enquanto o UOL faturou R$ 2 milhões. O Estadão recebeu R$ 593,1 mil em 2023, e a CNN Brasil, integrada ao ecossistema, beneficia-se indiretamente via parcerias. Em 2025, até agosto, o governo já gastou R$ 23 milhões em publicidade, com quase R$ 10 milhões indo para o Grupo Globo. Esses valores, oriundos de campanhas como vacinação e dengue, criam uma dependência financeira que incentiva narrativas favoráveis ao atual governo Lula (PT), silenciando críticas ao Judiciário alinhado ao petismo.

Nas redes sociais, como o X, posts de perfis oficiais desses veículos reforçam o viés: O Globo Política destacou “cabeça baixa de Fux” nos bastidores, enquadrando-o como derrotado, enquanto a Folha promoveu “Fux erra no fundamental”, em editorial que defende a condenação apesar das falhas. A Agência Lupa, ligada ao UOL, desmentiu fake news pró-Bolsonaro, mas ignorou questionamentos reais sobre o processo.

Falta de Senso Crítico: Ignorando Ilegalidades e Inconstitucionalidades, Especialmente as Indicadas no Voto de Fux

A ausência de senso crítico é evidente na omissão das ilegalidades apontadas. O voto de Luiz Fux, proferido em 10 de setembro de 2025 e durando mais de 12 horas, divergiu integralmente, declarando a “nulidade do processo” por incompetência absoluta do STF. Fux argumentou que os réus, incluindo Bolsonaro, perderam o foro privilegiado ao deixar os cargos, devendo o caso ser julgado na primeira instância da Justiça Federal – uma tese respaldada pela ADI 2797, que restringe o foro a atos praticados durante o exercício do mandato. Ele destacou cerceamento de defesa pela falta de tempo para análise de provas e ausência de evidências concretas de organização criminosa liderada por Bolsonaro, como o plano “Punhal Verde e Amarelo” ou danos no 8 de janeiro. Fux condenou apenas Mauro Cid e Braga Netto por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, absolvendo os demais, inclusive por dano qualificado e deterioração de patrimônio.

Juristas como Juliana Bertholdi (PUC-PR) e Maíra Fernandes (FGV) criticaram o voto majoritário como contraditório: o STF julgou e condenou centenas pelos atos de 8 de janeiro, mas nega competência para os supostos “cabeças” da trama? Fux enfatizou que declarações “infelizes” de políticos não configuram crimes, e que o STF não deve fazer “julgamento político”, mas aferir legalidade – princípio constitucional violado pela maioria. No entanto, a mídia mainstream tratou isso como “incoerência” de Fux, sem debater as implicações: se acolhida, a nulidade abriria caminho para revisão criminal ou embargos infringentes no plenário do STF, questionando a validade de todo o processo.

Essa falta de escrutínio ignora o risco de ativismo judicial inconstitucional, onde o STF extrapola competências para punir opositores políticos, ecoando críticas de que o julgamento é “político” e não técnico. A defesa de Bolsonaro já sinaliza recursos internacionais, usando argumentos de Fux para alegar violação ao devido processo legal.

Conclusão: Uma Mídia Submissa que Prejudica a Democracia

A cobertura da condenação de Bolsonaro pela mídia mainstream não informa; ela indoctrina, priorizando a narrativa oficial do STF e do governo federal em detrimento de um debate equilibrado. Com viés ideológico de esquerda e bolsos cheios de verbas estatais, esses veículos falham em seu dever de fiscalizar o poder, perpetuando uma parcialidade que enfraquece a democracia. No Blog Castro Magalhães, defendemos uma imprensa verdadeiramente independente, que questione ilegalidades como as apontadas por Fux, em vez de celebrá-las. A história julgará não só Bolsonaro, mas também quem silenciou as vozes da razão constitucional.


Fontes

  1. G1. “Bolsonaro preso? Ex-presidente é condenado no STF a 27 anos e 3 meses de prisão; o julgamento minuto a minuto”, 11 de setembro de 2025.
  2. Folha de S.Paulo. “STF condena Bolsonaro a 27 anos: veja a repercussão na imprensa internacional”, 11 de setembro de 2025.
  3. UOL. “STF condena Bolsonaro a pena de 27 anos e 3 meses por trama golpista”, 11 de setembro de 2025.
  4. Estadão. “Julgamento de Bolsonaro: Fux vota pela absolvição do ex-presidente”, 11 de setembro de 2025.
  5. CNN Brasil. “Fux vota para anular julgamento de Bolsonaro no STF; o que acontece agora?”, 11 de setembro de 2025.
  6. Secretaria de Comunicação Social (Secom). Relatórios de gastos com publicidade estatal, 2023-2025.
  7. “Perfil do Jornalista Brasileiro 2021”, estudo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
  8. X Platform. Postagens de @OGloboPolitica, @Folha e @LupaNews, setembro de 2025.
  9. Voto do ministro Luiz Fux, Primeira Turma do STF, 10 de setembro de 2025.
  10. Artigos de Juliana Bertholdi (PUC-PR) e Maíra Fernandes (FGV), publicados em revistas jurídicas, setembro de 2025.

Descubra mais sobre BLOG CASTRO MAGALHÃES

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Descubra mais sobre BLOG CASTRO MAGALHÃES

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue lendo