BLOG CASTRO MAGALHÃES

Editor: Carlos HB de Castro Magalhães (MTb 0044864/RJ)

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Nota Explicativa
O texto “A Devocional do Fascista” é uma obra satírica que utiliza ironia e exagero para criticar as ideias e práticas associadas ao fascismo. Por meio de um narrador fictício que assume a voz de um “fascista”, o texto expõe de forma caricatural e crítica as contradições, manipulações e valores distorcidos desse ideário. A intenção é provocar reflexão sobre os perigos de tais ideologias, e não endossá-las. Recomenda-se a leitura com atenção ao tom irônico e ao contexto crítico.

A Devocional do Fascista

Sou fascista, e minha devoção manifesta-se no dia a dia, embora não pareça. Sob a prática da mendacidade, eixo principal de minha santificação, realizo a obra de um bom fascista.

Como fascista, permito-me criticar a mediocridade do mundo, a condição de conformar-se em ser mediano. O fascista deve sempre considerar-se o alfa — ou a alfa. De glória em glória, santifico-me nessa darwiniana estrada de trapacear e ludibriar os betas das virtudes cristãs. O engano é a violência das palavras, ferramenta legítima do progresso fascista. De fé em fé, crio novas mentiras para isolar os comuns de suas famílias e capturá-los para minha coletividade falaciosa.

Pertença a uma categoria artificial que eu crio e seja alguém!”, evangelizo aos meus idiotas. “Mas não pensem que pertencem a Deus! Não transcendam, não subam! Antes, rebaixem-se para subir pelo caminho que eu impuser! Somente rebaixando-se serão alguém!

Faço uma oração diária, como fascista: do rio ao mar, Palestina livre. Esse é meu amor anti-hebreu: os profetas judeu-cristãos não podem existir! Não pode haver quem aponte o pecado do Presidente ou do Tribunal! Não! Todos devem ser expurgados ou mortos! É uma oração íntima, uma adesão profunda à crença de que a justiça judaico-cristã rouba a beleza da vitória dos mais fortes e trapaceiros sobre os mais fracos e dignos. Liberdade moral, sim, para as imoralidades! Liberdade política, não, sobretudo para as verdades! Fora o altruísmo! Viva o socialismo e liberdade!

Rumino tudo isso, dia após dia, na minha devocional. O senso de superioridade moral é minha eucaristia; o olhar afetado, minha persignação. A repetição de um materialismo dialético mambembe é a luz para meus pés. Minhas virtudes, meu mundo.


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