BLOG CASTRO MAGALHÃES

Editor: Carlos HB de Castro Magalhães (MTb 0044864/RJ)

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Neste devocional, refletimos sobre como sinais e milagres não mudam o coração endurecido — o bezerro de ouro prova isso —, mas a meditação quieta na Palavra, com o Espírito iluminando, expõe os primeiros movimentos do pecado (ansiedade, inveja, orgulho, ganância) e nos capacita a mortificá-lo. O resultado é o jugo leve prometido por Jesus e águas tranquilas de paz com Deus, com o próximo e conosco mesmos.

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

É de bem pouca utilidade ver sinais e ser objeto de maravilhas de Deus. Um bezerro de ouro acompanhado de um pouco de ansiedade demonstraram isso. Quando estamos ansiosos e não vemos Moisés, contentamo-nos com um ídolo de ouro e uma bacanal. Sinais e maravilhas não substituem a cognição pela fé nem estabelecem a cognição pela compreensão. Elas não escrevem a lei no coração; apenas mostram que há um poder, mas o coração endurecido logo reduz tudo a superstição. A melhor coisa que o taumaturgo pode fazer pelo povo que ama é deixar de praticar maravilhas, sinais e milagres para ele. A seca de três anos profetizada por Elias foi muito salutar.

Quando o Espírito grava o amor de Deus no coração e o entendimento é iluminado pela Sua Palavra, os primeiros movimentos de domínio do pecado logo se tornam visíveis: a ansiedade que empurra para os vícios, a inveja que desemboca na maledicência, o orgulho que cai na arrogância e no fingimento, a ganância que leva à trapaça e à defraudação, e assim por diante. Quando estamos quietos em nossa devocional, meditando na Bíblia e deixando que cada parte de nossa vida seja sondada por Deus, a abertura da picada na mata fechada de nossos corações é exposta ao primeiro golpe do facão do pecado pela iluminação do Espírito. Desconfortáveis ou aliviados, geralmente já sabemos aonde aquilo vai dar.

Somos, então, confrontados. Todo o peso do alívio imediato oferecido pelo bezerro de ouro se lança contra o entendimento da paz com Deus, com o próximo e conosco mesmos que a mortificação do pecado traz. O domínio próprio parece árduo, mas a capacitação do Espírito torna o jugo leve. No frigir dos ovos, essa promessa de Jesus — de fardo leve — se realiza exatamente nesse momento. Superado esse aparente obstáculo, águas tranquilas aguardam o fiel.


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