Os documentos liberados de Jeffrey Epstein mostram que grande parte da elite global — banqueiros, artistas, políticos e celebridades — estava envolvida em pedofilia, sadismo e práticas criminosas. Isso destrói a aura do “beautiful people” e inverte a confiança que a sociedade depositava neles. Como consequência, as pessoas tendem a valorizar referências locais e verificáveis, beneficiando negócios comunitários, influenciadores próximos e até igrejas locais, enquanto o marketing migra de marcas globais para estratégias mais autênticas e próximas.
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Aquela camada de pessoas chamada de alta estirpe, que servia de modelo, referência e inspiração para a sociedade, vê agora revertida a presunção que lhe era favorável. Socialmente, havia em relação a ela uma crença de boa inteligência e algum bom propósito; tudo o que dela provinha era visto como ungido por bom gosto e refinamento; o simples fato de ocuparem aquelas posições qualificava suas palavras como expressão de sabedoria e bom entendimento.
Banqueiros, artistas, empresários, políticos, gente bem situada, brilhante, bonita e elegante — a “alta sociedade”, o povo “bacana” — aparecem nas listas, e-mails, documentos e vídeos liberados como envolvidos em pedofilia, sadismo, taras sexuais, negócios escusos, experimentos genéticos e circunstâncias da pior espécie. Não se trata de um ou outro caso isolado, nem de uma ou outra pessoa; é uma quantidade expressiva de casos que atinge toda uma coletividade antes celebrada por sua aura.
Com essa presunção invertida, a sociedade deve voltar-se para referências mais locais e verificáveis. O padrão globalista e a perspectiva cosmopolita serão relativizados — já haviam sido abalados pela pandemia. Isso abre uma grande oportunidade para negócios e influenciadores locais. O “beautiful people”, que antes atuava favoravelmente ao varejo ao impor ou promover marcas, já não é mais tão confiável. O marketing começará a migrar para estratégias mais locais e comunitárias, verificáveis de perto. Será um tempo propício para igrejas e paróquias locais testemunharem de Cristo, pois entramos na era da desconfiança em relação a toda aquela gente famosa, bem-sucedida e “bacana” que antes prezávamos.


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