Donald Trump conheceu Jeffrey Epstein nos círculos sociais de Palm Beach, mas baniu-o permanentemente de Mar-a-Lago entre 2003 e 2007 depois de Epstein assediar funcionária ou filha de membro do clube. Esse rompimento gerou profundo ressentimento em Epstein, que passou a difamar Trump. Os arquivos Epstein mencionam Trump apenas em contextos antigos e sociais — sem acusações criminais, visitas à ilha ou processos. A narrativa de cumplicidade é falsa: os fatos mostram que Trump rejeitou e excluiu Epstein muito antes do escândalo explodir.
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No início dos anos 1990 e 2000, Donald Trump e Jeffrey Epstein frequentavam os mesmos círculos sociais de elite em Nova York e Palm Beach. Ambos eram figuras conhecidas na alta sociedade: Trump, o magnata imobiliário e celebridade; Epstein, o financista misterioso com conexões poderosas. Eles se encontravam em eventos, e Trump até deu uma entrevista famosa em 2002, descrevendo Epstein como um “cara terrível” com quem compartilhava o gosto por mulheres bonitas — uma frase que, anos depois, seria distorcida para insinuar cumplicidade.
Mas essa relação superficial terminou abruptamente por volta de 2003 a 2007, quando Trump tomou uma decisão drástica: proibiu Epstein de pisar novamente em seu resort de luxo, Mar-a-Lago. O motivo foi claro e documentado por múltiplas fontes confiáveis: Epstein havia cruzado a linha com comportamento predatório. Relatos indicam que ele assediou ou tentou abordar uma jovem funcionária do spa do clube (uma adolescente de 18 anos enviada para serviços na casa dele) ou, em outra versão convergente, a filha menor de idade de um membro do resort. Trump, ao saber dos incidentes, não hesitou: revogou a membership de Epstein e o declarou persona non grata. O próprio Trump confirmou isso anos depois, afirmando que o rompimento ocorreu porque Epstein insistia em “roubar” funcionárias jovens, apesar de avisos prévios.
A partir daí, o relacionamento azedou completamente. Trump cortou contato — ele mesmo disse que não falava com Epstein há mais de 15 anos quando o escândalo explodiu em 2019. Epstein, por sua vez, ficou profundamente ressentido com o banimento. Expulso do clube que era um símbolo de status entre a elite de Palm Beach, ele começou a espalhar maledicências sobre Trump. Pessoas próximas relataram que Epstein falava mal de Trump nos bastidores, difamando-o como forma de vingança por ter sido humilhado e excluído daquele círculo exclusivo.
Essa mágoa explica muito do que veio depois. Quando os arquivos e listas de Epstein vieram à tona — flight logs, black book, documentos judiciais —, o nome de Trump aparecia em contextos antigos e sociais, mas sem qualquer acusação de envolvimento nos crimes horrendos de pedofilia e tráfico. Trump voou no jato de Epstein algumas vezes nos anos 1990 (rotas conhecidas, como Nova York a Palm Beach), mas nunca há registro de visitas à ilha privada onde os abusos mais graves ocorreram. Nenhuma vítima o acusou formalmente, e ele nunca foi réu em processos relacionados.
A narrativa de “envolvimento criminoso” de Trump com Epstein é, portanto, uma distorção conveniente — uma fake news alimentada por recortes seletivos e pelo ressentimento pessoal do próprio Epstein, que, banido e rejeitado, optou pela calúnia como retaliação. Enquanto dezenas de outras figuras da elite global aparecem com associações profundas e acusações graves, Trump foi um dos poucos que, ao perceber o caráter de Epstein, agiu para romper e excluir. Os fatos mostram não cumplicidade, mas rejeição — e o rancor eterno que isso gerou no criminoso.
Fontes Principais
- PolitiFact / PBS News (2025): Timeline detalhada do rompimento e confirmação do banimento.
- The Wall Street Journal (2025): Relato do incidente com funcionária do spa em 2003.
- Miami Herald (2020): Livro “The Grifter’s Club” descreve o banimento após assédio a filha de membro.
- CNBC (2020): Trump baniu Epstein por “hitting on girl”.
- New York Post (2025): Epstein ressentido e odiava Trump após o banimento de Mar-a-Lago.
- Las Vegas Review-Journal (2025): Comentário sobre o ressentimento obsessivo de Epstein contra Trump.
- Wikipedia (atualizado): Resumo geral da relação, baseado em fontes jornalísticas.
- Declarações públicas de Trump (entrevistas de 2019-2025) e relatos de advogados de vítimas, como Bradley Edwards.
Essas fontes são de veículos jornalísticos estabelecidos e cruzam múltiplas perspectivas para maior confiabilidade.

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