Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus,
tem misericórdia de mim, pecador.
Nos dias em que vozes sem corpo procuram semear inquietação,
dúvida programada, medo fabricado e divisões calculadas,
ensina-me a reconhecer que nem todo pensamento que sobe ao coração
vem de Ti, nem vem de mim.
Muitos desses pensamentos são o que os antigos chamavam de logismói:
ideias invasoras, sugestões insistentes, imagens ou raciocínios que chegam sem convite,
querendo ocupar a mente, agitar o coração e nos afastar da Tua paz.
Dá-me a graça da quietude verdadeira:
não o silêncio vazio, mas o silêncio cheio de Ti.
Que minha mente não seja um campo aberto onde qualquer narrativa estranha possa semear,
mas um jardim vigiado, onde só cresce o que foi plantado pela Tua palavra.
Ensina-me a não discutir com esses pensamentos intrusos,
nem a negociar com as emoções que são disparadas como flechas.
Que eu simplesmente volte o olhar para dentro, ao lugar do coração,
e ali repita Teu santo Nome — até que toda outra voz perca a força.
Senhor,
quando as operações do mundo tentarem roubar minha paz,
lembra-me que a minha paz não depende de informação correta,
mas de comunhão Contigo.
A Tua presença é o escudo que nenhum algoritmo atravessa,
a luz que dissipa toda névoa fabricada.
Guarda a minha entrada e a minha saída.
Guarda os meus olhos do que é exibido para me perturbar.
Guarda a minha mente dos pensamentos que chegam para me confundir.
E acima de tudo, guarda o meu coração em Teu santo silêncio.
Pois onde Tu habitas, não há espaço para manipulação.
Onde Tu estás, a verdade respira e as mentiras se dissipam.
Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus,
tem misericórdia de mim, pecador.
Amém.


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