Queria olhar a nuvem do tamanho de uma mão,
Anunciando o fim dessa sequidão.
Para o impenitente, apenas rotina em que se atola,
Para o fiel, restauração que os servos de Baal esfola.
Muitos profetas de Baal em nós, denunciados pela seca,
Confrontados pela compreensão do que aqui neste peito está,
Um estilo de vida de Obadias, sempre a coxear,
Tendo todo o misticismo de Jezabel a comandar.
Mas a chuva que cai, encerrando a longa secura,
Ela traz juízo, não só para o coração a cura.
O fogo do profeta, que queima o sacrifício,
Também faz matar o servo que tem Baal por ofício.
Na verdade, ao contrário da minha fantasia pueril,
o Velho Homem, veja só, de Elias não é um facsímil,
Mas sim um batalhão de servos de Baal,
Na fábrica de ídolos a engendrar o mal.
Mas naquele solo que o Espírito regenerou,
A sequidão sentida faz a alma clamar,
A chuva de tal monta vem que o Velho Homem afoga,
E a vida, prazer de Deus, mais bela e forte brota.


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