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Editor: Carlos HB de Castro Magalhães (MTb 0044864/RJ)

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O episódio do beijo gay a estampar página de literatura disponível para crianças e adolescentes na Bienal do Livro do Rio de Janeiro revela que a esquerda tem a pornografia como religião fundamental de suas crenças. Quando digo pornografia não estou dizendo o consumo da pornografia, mas a mentalidade pornográfica; por mentalidade pornográfica, refiro-me à mentalidade sadeana, isto é, derivada do Marquês de Sade – que é diferente de mentalidade sádica (a perversão). Sadeanas são as características psicológicas, filosóficas e religiosas do homem moderno que imitam ou pautam-se no comportamento e visão do autor francês que designa o termo.

Rousas Rushdoony em seu A Política da Pornografia, nos leva a saber, já na Introdução, que a pornografia é um consectário lógico do Iluminismo, pois desde “que não há queda [o evento Queda narrado na Bíblia] e que a natureza é normativa, talvez haja uma resistência emocional a tais práticas, mas não uma objeção lógica“. Segundo o filho de Rousas fala no prefácio do citado livro, os “humanistas modernos estão somente agora chegando à visão do mundo coerente de Sade e proativamente imprimindo-a em nossa cultura“.

Os humanistas de esquerda do século XX, com seus esquemas totalitários, vinculam-se à pornografia. Assim é que, no segundo capítulo do livro, Rousas faz uma citação de um artigo de Geore Steiner na revista literária Encounter:

“(…)Eu estava também tentando levantar a questão de qual relação pode existir entre a desumanização do indivíduo na pornografia e o processo que desnuda e torna anônimo o indivíduo no Estado totalitário (sendo o campo de concentração o epítome lógico desse Estado). Tanto a pornografia quanto o totalitarismo parecem-me estabelecer relações de poder que devem necessariamente violar a privacidade

Norman Gleiser, em seu Ética Cristã, aponta alguns argumentos sociais contra a pornografia, e, dentre eles, vale destacar aquele segundo o qual a pornografia afeta o aspecto neuropsíquico entre seres humanos. Gleiser, cita Judith Reisman, segundo a qual “a pornografia causa a interrupção do hemisfério esquerdo do cérebro, permitindo o direito, que é responsável por nossos reflexos emocionais (lascívia, medo, vergonha, etc), sobrepor-se às atividades lógicas do lado esquerdo que mantêm o controle – homeostase – do corpo. Isso perturba todo o processo de cognição e saúde humanas“. Ora, um indivíduo desses é facilmente controlado por governos totalitários. (Há alguma correlação entre esse dado e o “pancadão” pornográfico tão popular no sempre roubado Estado fluminense?).

Daniel Bell, em seu O Fim de Ideologia, relata o crescimento do homossexualismo e sadomasoquismo na classe média da Alemanha do III Reich, bem como na década que o precedeu; ele o faz para estabelecer a correlação entre pornografia e sistemas totalizantes.

Maurice Girodias, um dos grandes publicadores de pornografia da história, disse em seu The Olympia Reader que “a liberdade deve ser total; restringi-la para a expressão literária ou artística não basta. Ela deve governar nossas vidas, nossas atitudes, nosso cenário mental“.

No Brasil há também esse desdobramento histórico – o apelo cultural ao sensual direto estabelecido pela Semana de Arte de 1922 é o marco principal. Numa retrospectiva próxima, a reação da Ordem dos Advogados e de expressiva parcela da grande mídia ao posicionamento da Municipalidade no incidente da Bienal do Livro manifestam que a pornografia é a trincheira final da esquerda, seu último reduto, seu santo dos santos, em oposição ao movimento conservador crescente. Como disse Rousas em algum lugar do seu livro, tudo que se acha relevante, arte e livre expressão tem direito a ser publicado e exposto ostensivamente; porém relevante, arte e livre expressão têm sido uma expressão vaga que os humanistas acham que só eles podem significar. E no seu estágio final, no seu esgoto, no seu esgotamento, vincula-se ao seu consectário mais vergonhoso e historicamente escondido, mas hoje revelado – a mente pornográfica.

Já sabemos que a mídia que bem apoiou em seus telejornais a exposição de pornografia para as crianças exibe e promove pornografia em sua programação; a Ordem dos Advogados que lançou o manifesto de repúdio ao movimento da Municipalidade de adequar aquela exposição da Bienal aos padrões legais, é a mesma em cuja festa de uma de suas subseções aconteceram cenas pornográficas. São mentes sadeanas no controle dessas instituições. Como diz Rousas Rushdoony, para eles, mesmo que a população seja cristã, “o Estado tem uma função: desmantelar toda lei [natural] e toda religião (todas com exceção da adoração à natureza)“. Por isso ambos concentram-se hoje – grande mídia e humanistas forenses – nas religiões pagãs, da Nova Era, na defesa da pornografia e no preconceito contra o Cristianismo. Nada mais pornográfico – nada mais coerente.


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Uma resposta a “Pornografia – a religião que é a última esperança da Esquerda”

  1. […] artigo Pornografia – a religião que é a última esperança da Esquerda escrevi que humanistas em geral, como “(…) – grande mídia e humanistas forenses […]

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